Relatório do Google revela que 91% das buscas por temas de saúde são feitas antes da visita ao consultório. Especialista aponta cinco estratégias para médicos que não estão onlines
Segundo o relatório Insights de Saúde Digital no Brasil, do Think with Google Brasil, 91% das pesquisas sobre saúde no país ocorrem antes do paciente ir ao consultório. O levantamento confirma uma transformação no comportamento de quem busca serviços médicos, que agora recorre à internet para comparar informações, avaliar reputações e escolher profissionais.
A tendência é reforçada por estudos acadêmicos que relacionam o uso de ferramentas digitais com o aumento do acesso e da autonomia do paciente. De acordo com o artigo Digital Health and Access to Primary Care, publicado na PubMed Central, o uso de canais digitais na saúde influencia positivamente a comunicação entre profissionais e pacientes e melhora a adesão ao cuidado.
Para o Dr. Éber Feltrim, professor de pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP) e CEO da SIS Consultoria, esse cenário exige que médicos e clínicas adotem um posicionamento digital bem estruturado. “O paciente atual pesquisa, compara e avalia antes de decidir. Quando o profissional não organiza sua presença virtual, ele se torna praticamente invisível para uma parcela expressiva da população”, afirma.
Feltrim explica que uma comunicação eficiente deve aliar ética e coerência visual. Isso inclui planejar a produção de conteúdo educativo, padronizar a identidade da marca, definir um tom de voz claro e aplicar ferramentas que aprimorem a experiência do público. “O marketing médico não é autopromoção, é reputação. Trata-se de transformar conhecimento técnico em informação acessível, que orienta e gera confiança, desde que feito de acordo com o Código de Ética da classe”, complementa.
Além de fortalecer a imagem do profissional, a atuação on-line também otimiza a gestão das clínicas. Ferramentas como agendamento eletrônico, chatbots e integração com sistemas de CRM aumentam a eficiência das equipes e reduzem o tempo de espera.
Coaching alta performance
De acordo com Feltrim, a presença digital deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência para quem deseja se manter competitivo na área da saúde. “Quando bem planejada, ela amplia a credibilidade e cria vínculo de confiança. O paciente busca acolhimento, e o primeiro contato acontece no ambiente virtual”.
Cinco dicas do especialista para médicos fortalecerem sua presença digital
- Estruture sua identidade visual
Defina paleta de cores, tipografia e estilo fotográfico que transmitam os valores da clínica. Coerência visual é o primeiro passo para gerar reconhecimento e confiança.
- Produza conteúdo educativo
Publique informações claras e embasadas, evitando termos técnicos excessivos. O foco deve ser educar o público e demonstrar autoridade profissional.
- Padronize o tom de voz da comunicação
Seja humano, ético e consistente. A linguagem deve refletir o posicionamento da marca pessoal e manter o mesmo padrão em redes sociais, site e materiais institucionais.
- Utilize ferramentas digitais de atendimento
Implemente agendamento on-line, confirmação automática e canais de contato eficientes. Isso melhora a experiência do paciente e reduz ausências.
- Monitore resultados e feedbacks
Acompanhe métricas de engajamento, comentários e avaliações para ajustar estratégias. A reputação digital deve ser gerida com o mesmo cuidado que o atendimento presencial.
Feltrim ressalta que a imagem on-line é uma extensão direta do compromisso médico com a sociedade. “A confiança começa muito antes da consulta. Cada publicação, mensagem ou resposta nas redes é uma forma de comunicar cuidado. Quando o profissional entende que sua presença digital também educa e acolhe, ele transforma a comunicação em parte do tratamento”, conclui.
Veja a matéria completa em: https://economiasa.com.br/blog/presenca-digital-se-torna-criterio-decisivo-para-pacientes-escolherem-medico/
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