Especialista aponta como identificar problemas internos e promover um ambiente colaborativo pode melhorar a qualidade do atendimento
Em clínicas e hospitais, a qualidade do atendimento não depende apenas da tecnologia ou da formação dos profissionais, mas também do ambiente interno em que eles trabalham. Um ambiente organizacional saudável é fundamental para garantir um bom desempenho das equipes e, consequentemente, um atendimento mais humanizado aos pacientes.
O Dr. Éber Feltrim, especialista em gestão de negócios na área da saúde e fundador da SIS Consultoria, destaca a importância da pesquisa de clima organizacional como uma ferramenta estratégica para identificar problemas e promover melhorias. “Quando as equipes estão alinhadas e motivadas, o reflexo positivo é direto no paciente. Por isso, mapear e entender o ambiente interno é tão crucial”, afirma.
De acordo com o especialista, a pesquisa de clima organizacional permite ouvir os colaboradores e entender suas percepções sobre fatores como comunicação, relacionamento com líderes, carga de trabalho e reconhecimento profissional. Esse diagnóstico é fundamental para corrigir falhas e criar um ambiente colaborativo e produtivo.
O impacto de um ambiente saudável no atendimento ao paciente
Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que instituições de saúde que investem na melhoria do clima organizacional registram até 30% de aumento na satisfação dos pacientes. Isso ocorre porque, quando os colaboradores se sentem ouvidos e valorizados, tendem a desempenhar suas funções com maior empenho e comprometimento.
O fundador da SIS explica que ambientes internos tóxicos podem gerar efeitos contrários, como alta rotatividade de funcionários, queda na produtividade e aumento dos erros operacionais. “Se o colaborador está desmotivado ou enfrenta conflitos no ambiente de trabalho, isso pode afetar diretamente o atendimento, gerando atrasos, falta de empatia e problemas na comunicação com os pacientes”, afirma.
Como funciona a pesquisa de clima organizacional
A pesquisa pode ser aplicada por meio de questionários, entrevistas individuais ou grupos de discussão. De acordo com Feltrim, o ideal é que ela seja realizada de forma anônima, para garantir que os colaboradores se sintam à vontade para relatar suas experiências. “A confidencialidade é fundamental. Sem isso, as respostas podem ser distorcidas, e a análise perde sua eficácia”, explica.
Entre os pontos avaliados na pesquisa estão a comunicação interna e clareza nas informações, relacionamento com líderes e colegas, reconhecimento profissional e valorização, condições de trabalho e carga horária e oportunidades de crescimento e desenvolvimento. “Uma boa pesquisa não se limita a identificar problemas. Ela também deve apontar as áreas que já funcionam bem, para que essas boas práticas possam ser mantidas e replicadas”, comenta.
Comunicação é sempre um dos pontos mais críticos
Um dos problemas mais comuns identificados em pesquisas de clima organizacional é a falha na comunicação interna. “Quando as informações não fluem de forma clara entre os setores, os processos se tornam lentos e confusos. Isso afeta diretamente a experiência do paciente”, explica Feltrim.
Para solucionar essa questão, o especialista recomenda a criação de canais de comunicação eficientes, como reuniões periódicas, paineis informativos ou plataformas digitais de troca de informações. “Os colaboradores precisam ter acesso às informações corretas no momento certo. Isso evita erros e otimiza o atendimento”, destaca.
A aplicação da pesquisa é apenas o primeiro passo. Feltrim enfatiza que o verdadeiro impacto acontece quando os resultados são analisados e transformados em planos de ação. “As respostas dos colaboradores devem ser levadas a sério. Não basta coletar dados; é preciso agir com base neles”, explica.
Ele sugere que os líderes realizem reuniões de feedback com as equipes, apresentando os resultados da pesquisa e discutindo as melhorias que serão implementadas. “Esse processo não apenas demonstra que a empresa valoriza a opinião dos colaboradores, mas também cria um ciclo contínuo de melhorias”, diz.
Uma clínica que implementou mudanças após uma pesquisa de clima relatou uma queda de 25% nas reclamações relacionadas ao atendimento e um aumento na retenção de profissionais. “Isso mostra como pequenas mudanças no ambiente interno podem gerar grandes resultados para a organização”, afirma.
Para o Dr. Éber Feltrim, clínicas e hospitais que buscam oferecer um atendimento de excelência devem começar pelo básico: cuidar do ambiente interno. “A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta simples, mas extremamente eficaz. Com ela, é possível identificar gargalos e promover melhorias que impactam diretamente o paciente e os resultados financeiros da instituição”, conclui.

Sobre o Dr. Éber Feltrim
Especialista em gestão de negócios para a área da saúde, começou a sua carreira em Assis (SP). Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas. Para mais informações, acesse o site.
Sobre a SIS Consultoria de Negócios
A SIS Consultoria pertence ao grupo SIS, com sede na cidade de Assis/SP. Com grande know-how e eficácia técnica na área de saúde, busca oferecer estratégias de qualidade para as empresas. Há mais de 30 anos no mercado, apresenta hoje significativa expansão e tem sua área de atuação em mais de 160 cidades do nosso país. A SIS busca, por meio de uma equipe ética e comprometida, promover o diferencial do seu negócio como ferramenta para o sucesso. Para mais informações, acesse o site ou pelo Instagram.
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